Por amor ou por besteira?


05/10/2009


Do que é feito isso aqui?

Bom gente, eu sei que desde junho que não posto aqui, mas com pedidos e ajuda de uns amigos, vou tocar isso aqui. Responsabilizo-me a postar aqui uma vez por semana no mínimo, e espero que vocês continuem a visitar isso aqui rs

O texto que eu vou postar agora, foi inspirado em um do Caio Fernando Abreu (é isso?), que seja chama "Terça-feira gorda", álias, indico. Nãão, meu texto não tem muito a ver com o texto dele, mas em uma frase (que está em negrito) que u tirei d lá. Bom, é só um texto boobo mesmo, mas espero que gostem. Beijo na bunda :*

 

• Era mais uma fila de banco. Era mais uma segunda-feira. Era mais um dia igual a todos os outros que eu vivia, e revivia,  fingia sorrir, e fingia gostar da minha namorada, e fingia ser eu.  Fingi tanto ser eu, que squeci a essencia do que eu realmente era, e perdido no meio de tudo que inventei, fingia ser feliz, e tentar acreditar naquela mentira. Foi ai que ela esbarrou em mim, e jogou um puta dum copo d'água na minha roupa, novinha, presente da minha mãe. Que eu fingi gostar. E sorri. Tentei lembrar o que fazer: brigar, gritar talvez? Mas sorri, porque, quer saber, eu gostei. Gostei do olho azul dela muito assustado, do cabelo ruivo muito bagunçado, e da roupa sem nada combinando. Era tão real! Era mais ral do que todo o pouco de realidade na ponta de cada dia meu. Mas ela podia estar mentindo. "Tudo bem" disse eu sem expressão. "Que ótimo! Não aguentaria humilhar desculpas por algo tão engraçado". Não foi engraçado, não pra mim. Não foi ruim, mas nem tão pouco engraçado, ela queria me irritar? Manti a expressão de homem que reflete, mas só queria gargalhar. Manter a leveza gostosa que ela trazia consigo, na sua vontade tão exposta, no seu andar despreocupado. Por um momento esqueci a segunda-feira, esqueci a fila. Dane-se se eu teria que encarar a senha de novo, aquilo era mais do que eu necessitava e eu a seguiria. Toquei nas suas costas, eu a assustei? "Café?" Descobri que prefiria leite, e que não comia nada que tivesse rosto, e que preferia azul a rosa. Ela se explicava com eloquencia e sem necessidade, se entregava mais do que devia. "Me fale de você. O que você mentir eu acredito." E ela me falou da bíblia, do céu, do sapato, e de como maquiagem lhe dava alergia. Como se precisasse! Ela tinha a beleza descontrolada que as mulheres procuram em casa cosmético lançado, mas nunca alcançavam. Ou o jeito sempre despreocupado lhe abrilhantava o rosto? Não sei. Tentei olhar todo o corpo, mas os olhos muito azuis me prendiam de forma a me tornar ipotente. Nem liguei. Passaram-se duas horas de conversava, e, santo Deus, de onde ela tira tanto assunto? Não que eu não gostasse, mas eu não consguiria. Me surpreendia, e era bom. O terror me tomou quando ela fitou o relógio, por toda a eternidade daqueles 3 segundos. Disse ter gostado de mim, e que ser ator da própria vida era pior do que viver numa prisão, porque estavamos angustiados pra sair, esperndo resgate, e só nós tinhamos a chave. Ela disse nós se referindo a mim, mas era mentira, porque la acabara de me libertar. Eu me sentia mais livre por não ter que conter meus pensamentos, eu parecia poder tocar o céu, mesmo sentado no banco habitual, na lanchonee habitual. Era um novo eu, e parecia que todos podiam ver, mesmo estando em suas próprias prisões. Acordou-me do devaneio com um beijo no rosto, desejou boa sorte. Fiquei lá ainda um tempo depois de pagar a conta (de nós dos!), e pensando de que era feito tudo isso? Esse mundo que a gente fingia gostar, com tanta coisa errada. Essa vontade de mudar o mundo, quando deveriamos começar por nós mesmo. Pra quê ir a casa de conhecidos que não gostamos? Pra que gritar não quando se quer gritar sim? Só porque ser igual a tudo é mais fácil? A gente acaba perdendo a flexibilidade e vira pedra, mas sempre é cedo pra se terminar uma nova segunda-feira. Ainda pude vê-la atravessando a rua, quase sendo atropelada por um fusca, bagunçando ainda mais os cabelos cor-de-fogo. E esquecendo que eu havia ido de carro, fui caminhando pra casa, cumprimentando quem eu tinha afeto, e não vendo quem não gostava. NÃO VENDO, porque FINGIR não ver era coisa da minha outra vida, vivida há mito tempo atrás, na infiitude de três interminaveis horas. Em cada passo, eu dava a ela um nome. Porque eu sabia até suas calcinha preferida, mas havia lhe esquecido de perguntar a graça. Pouco importa, havia me decidido a nunca mais tira-lá da cabeça, eu estava forte, e qeria dominar o mundo! Tomei um banho quente assim que cheguei, troquei de roupa e me deitei. Oh droga, amanhã é terça-feira, relatório pra quarta, precisava terminar. Fechei os olhos, e dormir. Esqueci dela no primeiro quaro do sono." •

Escrito por Juuh :* às 01h27
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