Por amor ou por besteira?


13/06/2009


“Mas o amor não serve pra deixar a gente feliz?”

Hoje na aula de química, em meio aos risquinhos que faço em meus cadernos, fiquei pensando com meus botões e revisando minha vida. Juntando todos os pés da bunda que eu levei e dei, as topadas de dedo no pé ao vão da porta, as comidas estragadas, as festas, os amigos que chegaram e aqueles que se foram, eu me senti uma pessoas feliz, e mais do que isso, COMPREENSIVA.

Acho que esse seria o último adjetivo que meus amigos me dariam, mas eu e meus motivos nos julgamos assim. Eu sou decidida, impulsiva e eu corro atrás MESMO, mas eu também desisto quando eu vejo que o esforço não vale a pena.

Respondendo a pergunta de Linus Van Pelt (a do título), SIM, o amor serve pra nos deixar feliz. Mas também serve pra gente aprender a aturar defeitos e necessidades que não são as nossas, pra ter paciência, pra ver que nem toda hora que você precisa de um abraço você pode ter um. O amor também serve pra gente rir muito: rir da cara um do outro ,rir do sol, rir de si mesmo, rir com alguém e rir sozinho, porque o amor não é só baseado em alguém, mas primeiramente baseado em nós, no nosso amor por nós mesmos.

O amor serve pra gente chorar, chorar MESMO, até desidratar, sabe?  Chorar de rir, chorar de saudade daquilo que a gente sabe que não pode voltar, ou chorar de saudade daquilo que acabou de ir, mas a angústia da falta já tomou conta, assim, tão rápido.

O amor serve pra gente EVOLUIR, e com a evolução, vem a compreensão. Compreensão de que existem coisas que serão pra sempre, mas existem coisas que não são. Compreensão de que não importa o quanto você tente, se não houver uma ajuda mutua, não vai se resolver. Compreensão de que apesar da pessoa que você ama não dizer que te ama o tempo todo, isso não serve de base para que você afirme que ela não ama você. Também a de se compreender que uma pessoa pode dizer que te amará pra sempre, e no dia seguinte ela não te amar mais. Foi porque você correu muito atrás? Foi porque não correu? Na verdade, pouco importa. Poderia ter sido você a deixar de amar, e ae? O que você iria fazer?

Eu gosto de tirar aprendizado das coisas que me fazem sorrir, mas gosto de tirar aprendizado mais ainda daquelas que me fazem chorar. Sei lá, acho que eu sempre aprendi mais pela dor do que pela alegria.

Se eu encontrasse Linus um dia, eu adoraria dizer a ele que mais do que deixar feliz, o amor serve como uma catapulta, pra gente dar um salto e seguir muito mais adiante. Mas eu sei que se eu encontrasse o Linus, eu falaria o dia todo, tentando definir todas as coisas que o amor pode fazer e ensinar e, quer saber? Depois eu calaria a boca, porque com tudo isso, eu aprendi também que quem muito se define se limita DEMAIS, e limite é uma coisa que eu aprendi a não gostar.

Escrito por Juuh :* às 21h25
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