Estava deitada no sofá da sala vendo um filme, sozinha. Estava doida para ir ao banheiro, mas precisava dar 'pause' no filme, e o controle-remoto encontrava-se no outro sofá, lá, do outro lado da sala. Fiquei algum tempo tentando trazê-lo com a força da mente, mas após um longo tempo de tentativa sem êxito, resolvi levantar, pegá-lo, dar 'pause' e ir ao banheiro. Foi então, que vi toda a minha vida passar diante dos meus olhos.
Eu vi, depois daquela cena cotidiana, que tudo dependia de mim; E única, exclusivamente e apenas de MIM. Eu poderia continuar ali, deitada no sofá, segurando-me, esperando o filme acabar, para então ir ao banheiro. Ou vencia a preguiça, desencana da idéia de pegar o controle com a força da mente, dava pause no filme e ia ao banheiro. E foi o que eu fiz. ![]()
A todo momento estamos cercados de pequenas (ou até grandes) dúvidas do cotidiano, e se por preguiça ou até mesmo opção errada a gente se ferra, sempre dá um jeito de colocar a culpa nos fatores. Querem um exemplo?
Se eu, daqui a um tempo, tivesse um problema na bexiga porque em uma certa tarde de sábado tive preguiça de ir ao banheiro, eu certamente culparia para o resto da vida o pobre controle-remoto que estava do outro lado da sala, onde eu não alcançava, e que, foi eu, álias, que largue lá. (Ok ok, eu exagerei um pouco, mas, enfim.)
Mas, se a gente pára pra pensar, é isso mesmo. A gente deixa de viver muita coisa legal por comodismo, preguiça ou até medo. O grande problema é que todos nós, pessoas, nos prendemos muito a NADA. Eu realmente procuro não ser assim. Quando a coisa pega fogo, eu só saio quando me queimo. Quando o problema é grande, eu só saio quando tento de tudo. Quando eu quero uma coisa, só páro quando me ferro mesmo. E apesar de já ter quebrado a cara diversas vezes, esse é o bom. Já prendi sentimento demais, e já fui sufocada diversas vezes por estes. Agora, aprendi a mudar o rumo: Se eu amo, amo mesmo. Se tô mal, eu tô na vala, fico na fossa, a-ca-ba-da. Mas nunca estou meio termo. Ou estou bem, ou estou mal; Esse lance de 'mais ou menos' me irrita. Ninguém ama 'mais ou menos' ou odeia 'mais pra menos do que pra mais' sabe? E isso tudo, vem com as opções que a gente toma.
Cada decisão na nossa vida é NOSSA e jamais devemos nos culpar de fomos pelo caminho errado. E daí? Volte e vá pelo certo. Quem opina pelo mais fácil, ignora a palavra 'viver' do vocábulario e passa a simplismente existir.
'A vida é muito para ser tão pouco' disse muito bem, certza vez, nosso querido William Shakespeare. Então, conselho meu: viva cada momento, sem pensar nas consequencias. Nunca reserve seu amor por medo de quebrar a cara, nunca desista de pular de uma cachoeira porque tem medo das pedras que podem (ou nããoo!!) ter no fundo e, acima de tudo, nunca deixe de ir ao banheiro porque o controle-remoto está do outro lado da sala. =)
ps: Tentar pegar as coisas com a força da mente nunca funciona.
ps.2: Qual a boa do feriadão? ![]()

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